Khandra
Por alguns segundos, meus olhos ainda estavam presos à imagem de Zayd sendo levado para longe, contido não pela força, mas pela própria consequência do que havia feito. Então desviei o olhar e encarei Pashir. Tudo dentro de mim tremia.
Caminhei até ele e, sem dizer nada, segurei sua mão. Não era um gesto romântico. Era um pedido silencioso de estabilidade. Ele apertou de leve, respeitoso, e seguimos juntos até o carro que nos levaria à escola das crianças.
— Espera aqui, por favor — pedi. — A conversa que eu vou ter com eles é difícil. Eles não precisam saber de mais nada agora.
Ele assentiu.
Entrei na escola tentando manter a postura. Falei com a professora, expliquei que precisava retirar Omar e Aisha mais cedo por uma emergência familiar. Ela estranhou — eu nunca fazia aquilo — mas não questionou. Minutos depois, eles apareceram no corredor.
Quando me viram, o sorriso morreu no rosto dos dois.
— Mamãe… — Omar disse, assustado. — O que aconteceu com você?
— Quem fez