Zayd
Quando o assistente de segurança bateu à minha porta, avisando que Pashir e Sahir já estavam no edifício administrativo e pediam a presença imediata minha e de Khandra, senti o impacto antes mesmo de responder. Aquilo não fazia parte do plano. Eles não deveriam estar ali naquele dia.
Respirei fundo. Manter a calma era essencial.
Subi para o quarto e a encontrei sentada na beira da cama, em silêncio. O rosto abatido, os olhos inchados. Não era o momento para hesitação.
— Levante-se — falei, direto. — Vá tomar um banho, se arrume e se maquie. Eu não quero marcas visíveis. Nenhuma.
Ela ergueu o olhar lentamente.
— Você acha mesmo que eu vou esconder o que você fez comigo? — perguntou, com a voz baixa, mas firme. — Essa é a minha chance de sair disso. Eu não vou apagar nada.
— Você não está entendendo a gravidade da situação — respondi, controlando o tom. — Eles vão perguntar se você quer continuar comigo. E você vai dizer que sim. Vai dizer que pediu para eu ficar ontem. Vai dizer q