Khandra
Subi a escada com Omar e Aisha agarrados a mim, tentando controlar a respiração. Meu peito ardia, minhas mãos tremiam. Eu sempre soube que Zayd era cruel, mas naquela noite compreendi algo muito mais aterrador: ele não tinha limites quando se tratava de manter o controle.
Coloquei as crianças no banho, lavei seus cabelos com cuidado, beijei suas testas mais vezes do que o necessário. Eles estavam exaustos. Choraram até adormecer. Quando fechei a porta do quarto deles, minhas pernas quase cederam.
Respirei fundo antes de entrar no meu quarto.
Zayd estava sentado na minha cama, com as costas eretas, as mãos apoiadas nos joelhos, como se estivesse me esperando havia horas. A luz estava baixa. Aquilo não era um encontro. Era uma sentença.
— Saia da minha casa agora — eu disse, tentando manter a voz firme. — Você não vai usar meus filhos para me chantagear. Eu não imaginei que você fosse tão baixo.
Ele inclinou a cabeça levemente, como quem observa algo previsível.
— Você realmente