Sahir
Eu estava no escritório resolvendo pendências administrativas quando meu telefone corporativo vibrou sobre a mesa. Era uma mensagem curta de um dos assessores de Adir. Bastaram duas linhas para me deixar em alerta: Khandra pediu uma reunião urgente. Quer falar comigo e com Pashir pessoalmente.
Meu estômago retesou no mesmo instante.
Khandra nunca pedia ajuda sem motivo. E, definitivamente, não faria isso sem medir consequências. Aquilo só podia significar uma coisa: Zayd havia ultrapassado mais um limite.
Peguei o telefone e liguei para Pashir imediatamente. Ele atendeu no segundo toque.
— Aconteceu alguma coisa? — perguntou, direto.
— Recebi uma mensagem da equipe do Adir. Khandra quer falar conosco. Com urgência.
Houve um breve silêncio do outro lado.
— Ela disse o motivo?
— Não. Mas se pediu para nos ver juntos, só pode estar relacionado à situação legal dela. Ou à proteção que pediu meses atrás.
— Você acha que Zayd fez alguma coisa? — a voz dele estava controlada