Nayla
Cheguei em casa e o sempre folgado do Amir estava sentado à mesa com a Bruna. Não tenho nada contra a Bruna, mas o mínimo seria ele ter chegado antes, talvez até com pão fresco para o café. Mas não, apenas se sentou, aguardando, como se nada tivesse acontecido. Realmente, é o limite para qualquer mulher. Acho que preciso procurar um novo emprego, pois estou tempo demais dentro de casa.
Amir: Bom dia, minha irmã! Eu e a Bruna queremos conversar com você.
Bruna: Bom dia, Nayla!
Nayla: Bom dia, Amir! Bom dia, Bruna! Da próxima vez que não for dormir em casa, me manda uma mensagem: “Oi, Nayla, não vou dormir em casa.” Não que eu me preocupe, mas gostaria de ser avisada.
Amir: Eu até voltei para casa, mas quando vi a moto do Adir lá na frente, achei melhor não entrar. Da última vez que vocês dois dormiram aqui juntos, nem eu, nem os vizinhos, nem quem morava a duzentos metros de distância conseguiu dormir com a agitação.
Fiquei vermelha na hora, a vontade era de repreendê-lo,