Nas seis primeiras noites após a partida de Soren, a dor da ausência dele foi anestesiada por um ritual simples e metódico. Todas as noites, sem falta, Silas entrava nos meus aposentos e deixava uma xícara fumegante de um chá de ervas escuras na minha mesa de cabeceira. O líquido era amargo, mas assim que eu o engolia, um torpor quente envolvia o meu corpo e eu dormia como um anjo, alheia ao frio e à solidão daquela cama imensa.
Mas no sétimo dia, o cansaço venceu a rotina.
Eu havia passado a t