A luz que filtrava pelas minhas pálpebras não era o cinza morto e hostil da fortaleza. Era um dourado suave, morno e acolhedor.
Tentei puxar uma respiração mais profunda, mas o meu corpo inteiro gritou em protesto. Um braseiro agudo e lancinante explodiu no meu flanco esquerdo, roubando o pouco ar que eu tinha conseguido reunir. O gemido que escapou da minha garganta soou patético, quebrado e seco como lixa.
— Kael, ela acordou!
A voz infantil, aguda e carregada de um alívio desesperado, soou m