O vento soprava com uma brandura rara naquela manhã, permitindo que a neve assentasse sobre os muros de Obsidiana sem a agressividade habitual das nevascas. Enrolada num manto espesso de lã escura, eu estava parada na sacada dos nossos aposentos, as mãos apoiadas na balaustrada de pedra gélida, com os olhos cravados no pátio inferior.
O silêncio do castelo era cortado apenas pelo som distante de passos na neve.
Lá embaixo, longe dos olhos dos mestres de armas e das lanças dos recrutas, Torin e