O cheiro de pergaminho antigo, poeira de pedra e cera de abelha derretida sempre fora o meu refúgio nos dias em que o frio de Obsidiana parecia penetrar além da pele e congelar os meus pensamentos. A biblioteca da fortaleza, com as suas estantes colossais que tocavam as abóbadas do teto, era um dos poucos lugares onde o peso da coroa não me esmagava. Eu estava sentada numa das poltronas de veludo gasto perto da janela de vitrais, com um tomo sobre a botânica do continente sulista aberto no colo