O silêncio da Fortaleza de Obsidiana durante a madrugada sempre possuía uma textura peculiar. Quando as espadas dos nossos lobos não estavam a ecoar nos pátios de treinamento e as vozes graves de Soren e Kael não retumbavam pelas abóbadas de pedra, o castelo parecia respirar de forma mais lenta, como um gigante adormecido sob um manto de gelo e expectativa. A quietude era absoluta, cortada apenas pelo assobio fantasmagórico do vento gélido do fim do inverno que açoitava as torres mais altas e p