O vento que açoitava as torres mais altas da Fortaleza de Obsidiana carregava o cheiro de gelo velho e pinheiros, mas, para mim, ele sempre teria o aroma da espera.
Apoiei os braços sobre o parapeito de pedra gélida da muralha norte, deixando que a brisa cortante bagunçasse os meus cabelos. Eles já não eram os fios curtos e desgrenhados de uma criança assustada; caíam pesados e brancos como a neve até a base das minhas costas. Eu havia completado dezoito anos na virada da última lua. O reflexo