Dante
Quando tenho certeza de que ela está mergulhada num sono que merece, deslizei devagar para fora da cama, sem acordá-la. Ajustei o cobertor até o queixo dela, apaguei mais uma luz, deixei apenas o abajur mais distante aceso, como sentinela.
Toquei de leve o ventre dela antes de me afastar.
- Papà volta já. - murmurei. - Agora é hora do Don.
Sai do quarto e fechei a porta com cuidado. Na saleta, Mario já me esperava, em pé, com a mesma roupa do dia, mas com outro olhar. O olhar de quem sabe