Valentina
Eu estava deitada na cama do hospital como se o mundo inteiro tivesse sido reduzido àquele quadrado de lençol branco e luz fria.
Dante não dormia, eu sabia. Dante nunca dorme quando eu estou quebrada. Ele estava sentado ao meu lado, com um braço por baixo das minhas costas, me mantendo erguida com aquele cuidado que ele finge não ter, mas que sempre aparece quando ninguém está olhando.
Eu ainda sentia o corpo estranho. Não dor, exatamente. Era uma lembrança do susto. Um eco nos mús