Christine Narrando
Na manhã seguinte, abri a porta da lojinha e senti falta de um olhar insistente, ele não é de faltar.
Nenhum leite atravessando a rua para chegar para mim como desculpa e nenhuma água ou sorriso de canto, apenas Rafael, atrás do balcão da lanchonete, parecendo… tranquilo demais enquanto assobiava.
_Cadê o Enzo? -perguntei, fingindo desinteresse enquanto arrumava umas caixinhas de batom.
Rafael deu um suspiro teatral, apoiando-se na bancada como se carregasse o peso d