Mundo ficciónIniciar sesiónAugusto perdeu seus pais em um acidente aéreo e teve que viver com seu tio. Um homem amargurado pela vida e pela perda do seu único irmão e a mulher que considerava o seu único amor. Sempre que podia descontava sua raiva e suas frustrações no pequeno Augusto, que nunca descobriu por que era tratado desse jeito, e com o passar dos anos, deixou de ser uma criança doce e amorosa e se tornou igual ao tio, frio, possessivo e desprovido de qualquer sentimento, não ser importava em causar dor em qualquer um. Dono de uma beleza estonteante, tinha qualquer mulher aos seus pés. Ele as usava e depois as descartava como se fossem apenas objetos, seu coração nunca foi aquecido pelo sentimento de amor ou carinho. Possui a maior empresa imobiliária de Lisboa, ele conseguiu com o passar dos anos, expandir e multiplicar toda a sua fortuna, deixada pelos pais, atraindo assim muitas das mulheres interessadas apenas em sua conta bancária. Vai descobrir que nem tudo se compra com dinheiro. "Eu serei o seu único dono, ela será somente minha e demais ninguém"
Leer másA biblioteca sussurrava em tons de papel antigo e madeira polida. O aroma de livros velhos e café requentado pairava no ar, uma mistura familiar e reconfortante para Luna Navarro. Enquanto o burburinho abafado de conversas acadêmicas ecoava ao fundo, ela se afundava cada vez mais em sua pesquisa, o lápis deslizando pelo caderno com anotações rabiscadas em sua caligrafia apertada.
A mesa diante dela estava coberta por livros pesados de teoria literária, folhas destacadas com marcações coloridas e uma xícara de café frio esquecida ao lado do cotovelo. Ela mordia o lábio inferior, franzindo o cenho ao reler uma passagem densa sobre narrativas não-lineares. Ali, cercada por histórias e silêncio, Luna se sentia invisível. E gostava disso. O mundo ao seu redor podia girar em ritmo acelerado — os corredores lotados, os dramas universitários, a euforia dos jogos de hóquei que faziam a faculdade inteira vibrar — mas, naquele espaço entre estantes e conhecimento, nada disso importava. Ou pelo menos era isso que ela pensava. Porque o caos, às vezes, vinha na forma de um furacão de 1,90m de altura, olhos verdes intensos e um sorriso que prometia encrenca. O estrondo veio primeiro. O som de passos apressados, uma colisão repentina e, então, o impacto. Luna sentiu o ar escapar dos pulmões quando um corpo quente e firme bateu contra o seu, empurrando-a contra a mesa. Os livros que segurava voaram, espalhando-se pelo chão como folhas ao vento. O choque a deixou tonta por um instante, e ela levou alguns segundos para processar o que havia acabado de acontecer. — Ei, cuidado! — exclamou, o coração acelerado. O peso contra seu corpo recuou ligeiramente, e foi então que ela o viu. Damian Hayes. O nome que fazia metade da faculdade suspirar e a outra metade se encolher sempre que ele passava. Capitão do time de hóquei, ídolo local, garoto-propaganda da competitividade e arrogância na dose certa. Ele estava ali, parado bem à sua frente, com um meio sorriso desenhado nos lábios cortados — provavelmente de algum treino mais agressivo. Os olhos verdes analisavam-na com diversão, como se não se importasse nem um pouco por ter acabado de atropelá-la. — Você sempre anda sem olhar pra frente, ou foi só uma desculpa pra esbarrar em mim? — Ele arqueou uma sobrancelha, inclinado ligeiramente para perto. Luna sentiu o rosto esquentar, mas forçou-se a manter a compostura. — Você que surgiu do nada feito um trem desgovernado — resmungou, abaixando-se para recolher os livros espalhados. Damian agachou-se ao lado dela, pegando um dos volumes caídos. Ele virou o livro nas mãos, lendo o título com uma expressão zombeteira. — “Teoria Literária e a Construção da Narrativa”? Sério? Isso é uma tortura, não um livro. Ela estendeu a mão, pegando o livro bruscamente. — Algumas pessoas gostam de usar o cérebro. Ele riu baixo, claramente achando graça. — Interessante. Mas me responde uma coisa… você já foi a um jogo de hóquei? Luna franziu a testa. — O quê? — Um jogo de hóquei. Você já assistiu a um? Ela bufou, colocando os livros sobre a mesa e cruzando os braços. — Não. E não pretendo. O sorriso dele se alargou, como se aquilo fosse um desafio pessoal. — Está perdendo. Quem sabe eu não consiga te convencer do contrário? Luna revirou os olhos, pegando seu caderno e a xícara de café frio. — Difícil. Mas boa sorte tentando. Ela se virou para ir embora, sentindo o olhar dele queimando em suas costas. E Damian? Ele apenas sorriu, balançando a cabeça como se já soubesse que aquela conversa estava longe de acabar. Porque pela primeira vez, ele queria ser notado por alguém que fazia questão de não olhar para ele. E Luna sabia, em seu íntimo, que aquele encontro não havia sido mera coincidência. Era apenas o começo. ⛸️🏒📖❄️AUGUSTODecidir que voltaríamos na segunda feira, queria muito passar o final de semana com ela, o meu destino era incerto, sabia que teria que pagar pelo meu crime de sequestrá-la e nada poderia ser feito, mesmo assim não vou desistir dela nunca mais, agora que sei pelo que ela passou e ainda, mas quando a fiz passar a sua pior dor.Sinceramente não sei o que vai acontecer quando estivermos em nosso mundo novamente, não sei se ela irá voltar a trabalhar na Boate, se vou ter que enfrentar o meu tio, o que sei e que farei de tudo para continuar mostrando para ela que eu sou um homem diferente agora.A semana que passamos juntos foi perfeita, apreendemos muito um sobre o outro, falei tudo que tinha me acontecido em minha vida, desdo momento em que os meus pais faleceram até o dia em que a encontrei na boate, só omitir o fato da pura que morreu. Em uma semana fiz coisas para ela que nunca imaginei fazer com outra mulher, almoçamos ou jantamos fora, tinha dia que ela queria cozinhar então
Maria EduardaAcordei nos braços dele, tento me mexer mão não consigo, ele resmunga quando faço isso e me aperta ainda mais.Não consigo descrever o que fizemos na noite passada, me sentir muito bem, não tenho como comparar, pois essa foi a primeira vez que como ele disse fizemos amor, se for sempre assim posso imaginar o que as meninas da boate sempre falaram, mesmo elas tenham que fazer isso para ganhar dinheiro, me diziam que alguns dos homens eram muito gentis e tornavam as noites deles prazerosas.___Porque voce está olhando para o teto em vez de olhar para mim.___Voce já acordou?___Sim! Faz tempo que estou te observando, no que está pensando, não está machucada ne, tentei fazer tudo com o maior carinho.___Desta vez não me machucou, a estava pensando no que as meninas da boate falam sobre fazer amor, mesmo que alguns dos homens a tratem como lixo, existe alguns que as tratam como uma verdadeira mulher e faz amor com elas.___Como eu tratava as que saiam comigo, eu nunca fiz am
AUGUSTOAinda parado na porta, ficamos sem falar nada, ambos sabíamos que tudo que falamos dependeria apenas de mim, eu que tinha que mostrar para ela que iria mudar, respirei fundo, deixei todo o ar que estava preso dentro de mim sair, e fui me aproximando dela, mesmo vendo que ela dava um passo para traz, estava determinado a mostrar que estava disposto a mudar e seria hoje.Quando ela ficou presa entre a parede e eu, o meu coração batia tão forte que parecia que iria sair pela minha boca, a respiração alterada dela me fez tomar cuidado, sabia que ela estava bem nervosa.Então levantei a minha mão delicadamente, passei em seu rosto, ela fecha os olhos, fui me aproximando mais e mais, até que os nossos corpos estavam bem junto de um modo que os nossos podíamos sentir a respiração um do outro.Beijo a sua testa, seus olhos e chego a sua boca, num beijo lento vou abrindo a sua boca com a minha, quando consigo colocar a minha língua em sua boca começo a explorar cada canto, sinto sua re
AUGUSTOPensei que tomando o remédio para dormir não iria ter pesadelos, mas não foi isso que aconteceu, acordei com a Maria me chamando, o meu corpo todo suado, tremendo, o olhar dela para mim era de assustada.___Maria o que foi?___Voce estava gritando, chorando e pedindo para parar, então vim ver o que tinha acontecido e encontrei se debatendo na cama, te chamei muitas vezes e voce não acordava, parecia que estava sofrendo dormindo.___Me desculpe por assustar voce, mas tive um pesadelo com o meu tio, ele tinha me trancado dentro de um quarto escuro e começou me bater com um pedaço de pau, eu tentei sair mas não conseguir encontrar a porta, e quanto mas gritava mas ele ria e me batia, ele falava coisa que não entendia, chegava a minha mãe, dizia que iria matar ela, que ela não merecia o meu pai, isso me deixou apavorado, ele ria muito e me batia sem dor.____O que voce passou com o seu tio não deve ter sido fácil, mas tem que esquecer isso, esses pesadelos só vão lhe trazer mais d





Último capítulo