— Porque eu não estou sentindo absolutamente nada.
A voz dela soou cortante e polida. As palavras pairaram no ar da pequena sala, mas o impacto em mim foi imediato e devastador. Uma dor lancinante, aguda e inclemente, rasgou o centro do meu peito, roubando todo o ar dos meus pulmões.
“Como assim, ela não está sentindo nada?”, minha mente gritou, em completo desespero.
Dei um passo instintivo na direção dela. A necessidade de tocá-la, de provar que ela estava errada e que o vínculo estava ali