Flora Narrando
Eu não enxergava nada. Tudo era escuridão, e o único som que cortava o silêncio eram passos pesados, firmes, que ecoavam pelo chão de cimento frio. Meu coração disparava dentro do peito, e eu tentava me mexer, mas meus pulsos doíam. Estavam amarrados. Tentei entender onde eu estava, mas era impossível naquela escuridão. O cheiro de mofo e ferrugem denunciava que não era um lugar limpo nem seguro. E então, num estalo, a luz se acendeu, forte, direto no meu rosto. Fechei os olhos