Mundo ficciónIniciar sesión— Não esperava que a mulher que foi tão rude comigo mais cedo fosse minha advogada — provoquei, apenas para ver como ela reagiria. Ela manteve o olhar fixo à frente, mas senti o tom firme na voz dela. — Não estava sendo rude, Ferman. Estava apenas fazendo o meu trabalho. Ri. Ela era determinada, tinha uma presença impenetrável. Silenciosa, mas afiada. Após alguns minutos de silêncio, estacionei em frente à minha casa. Sabia que ela ia reagir. — Não vou entrar. Achei que era só um jantar, não uma visita à sua casa — disse, firme, me desafiando com o olhar. Saí do carro e fui até o lado dela, abrindo a porta e estendendo a mão com um sorriso leve. — É só para jantar, Leyla. E, para ser honesto, você não faz o meu tipo. Ela soltou uma risada contida, olhando para mim com uma sobrancelha arqueada. — Que alívio. Porque você até faz o meu tipo, mas só se fosse em outro milênio, não nesse. Ri com sinceridade. Essa mulher era um enigma. Caminhamos até a entrada, e eu segurei sua mão. Ela tentou recuar, mas não deixei. Quando entramos, a família já estava à mesa, nos esperando, e pude sentir o olhar de surpresa de todos. Eda, minha irmã mais nova, foi a primeira a falar. — Essa é sua nova namorada, Ferman? — perguntou ela, com um sorriso divertido. Antes que Leyla tivesse tempo de responder, eu me adiantei. — Digamos que ela desperta em mim algo que nenhuma outra mulher já tentou. Talvez seja muito mais do que uma namorada.
Leer másFerman Aksoy A casa estava cheia de risos, e o cheiro de canela e maçã espalhava-se pela sala, vindo da cozinha, onde Leyla e Nazlı estavam ocupadas com a sobremesa. Era véspera de Natal, e a família Aksoy estava reunida como há muito não acontecia. Sentei-me no sofá, observando a cena com um sorriso que não conseguia esconder. Marc, agora com dois anos, corria de um lado para o outro, encantado com as luzes da árvore de Natal, que piscavam em tons de vermelho e dourado. O cachorro, coitado, tentava escapar dele mais uma vez, mas acabava resignado a esconder-se debaixo da mesa. Miguel sempre calmo, brincava com seus carrinhos. — Ferman, não vai ajudar?— gritou Leyla da cozinha, a voz carregada de humor. — Estou ocupado supervisionando o caos.— respondi, levantando o copo de vinho. Nazlı riu alto, a sua voz enchendo a sala como uma melodia. Era bom tê-la aqui. Desde que ela se casou com Lion, os natais eram quase sempre cheios. Ver Leyla e Nazlı juntas, a rir e a trabalh
Leyla Ylmaz Dois anos depois... A luz da manhã entrava suavemente pela janela da sala, iluminando a bagunça que agora era rotina em nossa casa. Brinquedos espalhados pelo chão, uma fralda esquecida sobre o sofá, e no meio de tudo isso, Marc, o nosso pequeno furacão de um ano e dois meses, e Miguel que já tinha quase três anos, rindo enquanto tentava alcançar o nosso cachorrinho que fugia dele com uma mistura de pânico e diversão. — Marc, não puxes o rabo do cachorro!— gritei da cozinha, mas sem conseguir segurar o riso. — Leyla! Ele está ganhando habilidade de estrategista!— A voz de Ferman ecoou pela sala enquanto ele entrava, carregando um copo de café e observando a cena com aquele sorriso de pura adoração que só um pai coruja consegue ter. — Estrategista ou terrorista?— perguntei, arqueando uma sobrancelha, mas não consegui manter o tom sério por muito tempo. A verdade é que a energia de Marc era contagiante, e por mais cansados que estivéssemos, ele e Miguel faziam
Leyla Ylmaz Aksoy Só tinha um lugar que eu precisava ir, naquele momento, dirigi até lá sem pensar em nada. Assim que a porta se abriu, Kemal estava sentado em sua poltrona usual, o olhar frio e desconfiado. Não havia traço de arrependimento em seu rosto. Ele parecia mais irritado por eu estar ali do que preocupado com o que estava prestes a ouvir. — O que você quer, Leyla? — ele perguntou, a voz cortante como uma lâmina. Eu respirei fundo, sentindo o peso das palavras que estavam prestes a sair. Miguel estava em casa, sob os cuidados de Ferman, e seu sobrinho, e eu sabia que precisava de toda a coragem que tinha para enfrentar aquele momento. — Eu vim para te dizer que acabou, Kemal. Você nunca foi e nunca será meu pai. Ele franziu a testa, mas não disse nada. Talvez fosse a primeira vez que alguém ousava enfrentá-lo. — Eu descobri tudo. Seus segredos, suas mentiras... Tudo o que você fez para manipular minha vida e a de Nazli. Mas agora chega. Você não vai mais nos mach
Leyla Ylmaz Aksoy Depois de uma dança que parecia interminável sob os olhares atentos dos convidados, Ferman e eu deixamos a festa. Subimos no carro decorado com flores brancas, o silêncio preenchendo o espaço entre nós. Ferman dirigia calmamente, mas eu sabia que ele estava esperando que eu quebrasse o silêncio. Finalmente, respirei fundo e falei: — Ferman, eu não posso ir para a lua de mel agora. Ele olhou para mim, surpreso, mas sem tirar os olhos da estrada. — Leyla, você precisa de descanso. Depois de tudo o que passamos hoje... — Não. Eu preciso descobrir onde está o filho da Eliza. Ela estava grávida, Ferman, e ninguém mencionou o bebê depois do incêndio. Eu achei que ela estivesse viajando, mas ela morreu, e o bebê dela pode ser o meu irmão, apesar de tudo que ela fez, eu não posso fingir que não me importo com o bebê. Ele apertou os lábios, claramente contrariado, mas não discutiu. Em vez disso, assentiu lentamente. — Certo. Já sei por onde começamos! Na manhã
Último capítulo