RODRIGO NARRANDO:
Ela abriu.
Estava com o cabelo preso em um coque bagunçado, um shorts simples e uma camiseta que caía pelo ombro, descalça. Havia algo nela, uma simplicidade que contrastava com o caos do meu mundo, mesmo assim os traços de seu rosto delicado, eram lindos.
Antes que eu pudesse dizer algo, vi Rodriguinho engatinhando em direção aos meus pés, usando fraldas com a pequena camiseta azul clara balançando enquanto ele batia as palminhas. Aquele sorriso e a inocência pura daquela criança, fez meu coração tremer de uma forma que eu não sabia que era possível.
— Eu não sabia se já tinham tomado café... — murmurei, oferecendo as sacolas para Gisele. — Comprei algumas coisas.
Ela sorriu, pegando as sacolas e levando-as até a pia. Enquanto isso, me abaixei e peguei Rodriguinho no colo. Ele bateu mais palminhas e riu para mim, um som que parecia dissolver todas as minhas dúvidas. Quando eu estava com ele, não havia incerteza de que era meu menino.
— Entre, por favor — Gisele dis