RENAN NARRANDO:
Sete meses se passaram desde que voltei para a Itália, mas a dor no meu ombro esquerdo me lembrava que alguns fantasmas não ficam para trás. A cicatriz ainda estava lá, um vestígio do tiro que Maria Eduarda me deu, e eu me pegava frequentemente acariciando a marca, como se o toque pudesse apagar não só o ferimento, mas também as memórias dela.
Duda... O simples pensamento fazia meu corpo arder de desejo e raiva. Era uma combinação explosiva, tão ardente quanto o fogo que senti