GISELE NARRANDO:
Era uma terça-feira como qualquer outra, e o bar estava bem mais tranquilo do que o usual. Eu trabalhava com alguns rapazes que ficavam no atendimento das mesas, e Jéssica, a namorada do Afonso, o dono do bar, me ajudava no balcão. A gente se dava bem, e embora o trabalho fosse cansativo, com ela ao lado as noites passavam mais rápido. Mas naquele dia, o movimento estava tão fraco que Afonso me liberou mais cedo.
Eu olhei para o relógio e sorri, onze horas. Isso era raro.
Mandei uma mensagem para dona Sueli, avisando que chegaria mais cedo para buscar Rodriguinho.
Ela respondeu com um “Que bom! Ele ainda está acordado.”, e eu só pensava em como seria bom chegar em casa um pouco mais cedo e ficar mais tempo com ele.
Corri até o ponto de ônibus, e por sorte ele não demorou. Cheguei em casa por volta de onze e meia. Subi as escadas do prédio com pressa, já imaginando o rostinho dele. Quando bati na porta de dona Sueli, ela apareceu com Rodriguinho no colo, acordado co