JULIA NARRANDO:
Acordei com a sensação de que alguém estava apertando minha cabeça por dentro. Uma dor pulsante, insistente, bem atrás dos olhos, como se o mundo tivesse decidido me punir por ainda estar de pé. Abri os olhos devagar, sentindo o peso do dia antes mesmo de colocar os pés no chão.
O quarto ainda estava em penumbra. Minha mãe dormia no outro cômodo, e só isso já me dava forças para levantar. Respirei fundo, sentei na cama e levei a mão à testa. A dor de cabeça não cedeu. Pelo contr