No momento em que o clímax nos atingiu, foi como se uma luz branca e ofuscante explodisse dentro do meu peito. Eu não conseguia mais distinguir o toque de Heitor do de Julian; eu era apenas um feixe de nervos expostos, vibrando na voltagem mais alta que um ser humano pode suportar. Meu corpo arqueou uma última vez, as pontas dos meus dedos se cravaram nos ombros deles e, então... o vazio doce.
Eu apaguei. Meus sentidos desfaleceram sob o peso de tanto prazer, mergulhando-me em um sono negro e sem sonhos, um descanso absoluto que só os que amam sem reservas conhecem.
Quando meus olhos se abriram novamente, a penumbra da madrugada tinha sido substituída por um brilho dourado e suave. O sol estava começando a subir no horizonte, filtrando-se pelas cortinas de linho e pintando o quarto com tons de mel.
Eu não me mexi. Senti o peso reconfortante dos corpos deles ao meu redor. Heitor estava com o rosto enterrado no meu cabelo, seu braço pesado e protetor cruzando minha cintura, ancorando-me