Mundo de ficçãoIniciar sessãoO sol da tarde batia no jardim de inverno quando Dona Guiomar nos convocou. Ela não estava com seu habitual bordado; em cima da mesa de mogno, repousavam pastas de couro e papéis que pareciam pesar toneladas. O advogado da família, um homem de semblante sério que eu nunca tinha visto, estava ao seu lado.
O rapaz segurou minha mão sob a mesa.Dona Guiomar nos mostrou:'As palavras da Margarida hoje cedo foram um aviso. Ela vai tentar destruir a Lena por dentro. Precisamos de um escudo de papel e tinta.'O advogado abriu o contrato. Era o documento oficial do nosso acordo. Ali, em letras frias e técnicas, estava escrito o meu futuro: o casamento com comunhão de bens, a garantia de uma pensão vitalícia e, o ponto mais sensível, a cláusula sobre os herdeiros. O documento deixava claro que qualquer criança nascida desse matrimônio seria reconhecida como legítima e que eu, Lena, teria a guarda e o respeito integral como mãe, independente de como a vida privada do casal fu






