Ponto de vista do narrador
A mesa de jantar da mansão parecia mais aconchegante e menor naquela noite, iluminada por luzes quentes refletidas no mármore. Carlos Eduardo colocou as sacolas de papel com comida japonesa sobre a mesa enquanto Rebeca batia palminhas, vibrando.
— Cadê meu istopa? — ela perguntou com urgência adorável.
— Aqui, minha princesa — disse Cadu, abrindo o potinho de yakisoba, o cheiro marcante de shoyu e legumes preenchendo o ar.
Natália sentou-se ao lado da menina.
Carlos Eduardo pegou os hashis da irmã que eram rosa, um presente dele para a irmã. Logo após ajudar a irmã, ele se sentou ao lado de Natália.
Carlos Alberto tomou seu lugar à cabeceira, observando Natália com aquele olhar calmo demais, lento demais, que passeava por ela como se catalogasse detalhes ou como se quisesse analisar o que fazer para entrar naquele coração e domar a alma dela.
Cadu abriu pequenos recipientes com cuidado: sashimis, uramakis, hot rolls. Natália arregalou os olhos,