Marcel
O cheiro de podridão havia sumido. O ar agora era espesso, mas limpo, como o de uma floresta logo depois da tempestade. Minha garganta ardia. Cada célula do meu corpo doía, latejava, como se tivesse sido reconstruída a partir de cinzas. E, talvez, tenha sido mesmo.
Acordei no chão de pedra, nu, com manchas de sangue seco e lama nas pernas. Meus ossos pareciam diferentes, mais... firmes. Minha respiração soava como um trovão preso no peito. Olhei para o teto irregular da caverna e senti u