Marcelo ficou parado diante de mim por alguns segundos, como se estivesse tentando encaixar peças de um quebra-cabeça. O olhar dele desceu pelo chão e depois voltou para o meu rosto, atento, tenso, certamente cheio de perguntas.
— Aquele homem… — ele começou devagar. — Era mesmo o seu pai?
Eu assenti. Não precisei dizer mais nada. O simples movimento da minha cabeça pareceu pesar no ar entre nós.
Marcelo passou a mão pelo rosto, pensativo.
— O que ele estava fazendo aqui? — pergunto