O telefone continua vibrando na minha mão no exato momento em que entro no elevador, como se o mundo tivesse decidido que eu não teria um segundo de silêncio para organizar a bagunça dentro da minha cabeça. As portas se fecham devagar, refletindo minha imagem no metal espelhado, e por um instante eu me encaro ali, com o cabelo diferente, o rosto mais cansado do que eu gostaria de admitir e os olhos carregando coisas que não estavam ali meses atrás.
O elevador sobe em silêncio, e quando as