A pergunta dele fica suspensa no ar, como se tivesse peso próprio.
— E a gente, como fica?
Eu sinto o impacto antes mesmo de conseguir organizar uma resposta. Meu peito aperta, não de dor, mas de confusão, daquela que embaralha tudo e não deixa nada claro o suficiente para ser dito em voz alta. Eu olho para ele por um instante, depois desvio, como se a rua lá fora pudesse me oferecer alguma ajuda que eu não tenho aqui dentro.
— Eu… Eu preciso entender o que eu sinto.— começo, mas paro,