O caminho até o hotel acontece num silêncio pesado, daqueles que não são agradáveis, nem por um segundo. Eu fico olhando pela janela, acompanhando as luzes da cidade passando rápido demais, refletindo no vidro como se fossem lembranças embaralhadas. O Rio está ali, vivo, pulsando, tão perto de tudo o que eu conheci… e, ao mesmo tempo, tão distante da vida que eu vinha levando nos últimos meses. Eu deveria sentir alívio. Mas o que cresce dentro de mim é outra coisa. Um nó. Um incômodo que não