Depois de horas dentro do carro, com o corpo já começando a reclamar de cada curva e de cada parada, eu perco completamente a noção de tempo. A estrada vira um borrão, o céu muda de cor mais de uma vez, e quando percebo, já estou dentro de um avião, sentada ao lado de Ivan, com a cabeça apoiada no encosto e os pensamentos girando sem parar. Eu até tento dormir em alguns momentos, mas é aquele sono leve, quebrado, inquieto, que não descansa nada. E então, mais estrada. Mais silêncio. Mais temp