Mundo de ficçãoIniciar sessãoO camarim improvisado é pequeno demais para tudo o que eu sinto.
Não há multidão gritando do lado de fora, nem uma fila interminável de fotógrafos disputando espaço. Só o som abafado do público conversando, cadeiras sendo arrastadas, risadas soltas e o cheiro de madeira aquecida pelo sol da tarde. Um festival de rádio local, desses que acontecem mais por amor à música do que por espetáculo.
Um pocket show.
Acústico.
Quase íntimo.
E, ainda assim, minhas mãos suam como se eu fosse subir num estádio.
— Nervoso? — Megan pergunta, ajustando o microfone.







