Capítulo — O que sempre foi meu
Nunca imaginei que um quarto de hospital pudesse parecer tão cheio de vida. Sempre associei esses corredores ao medo, à perda, às despedidas que a gente nunca está preparado para fazer. Mas agora, parado perto da janela, observando Stella dormir com Elisa aninhada contra o peito, eu sinto algo diferente. Paz. Uma paz tímida, quase desconfiada, mas real.
Elisa se mexe levemente, os dedinhos se abrindo e fechando como se estivesse testando o mundo aos poucos. St