A manhã começou luminosa demais para o que eu sentia por dentro. A mansão parecia respirar silêncio, como se cada parede observasse meus passos ainda incertos naquele lugar que não era e talvez nunca fosse meu. Romeo havia saído cedo, avisando que precisava resolver detalhes no estúdio, e a responsabilidade por Alice naquela primeira manhã recaía totalmente sobre mim. Era estranho, mas também estranhamente natural.
A pequena apareceu no corredor com o cabelo desgrenhado e uma camiseta rosa larga, esfregando os olhos enquanto caminhava até mim com passos manhosos. Quando sorriu, aquele sorriso grande e descompassado que só crianças conseguem dar, meu peito afrouxou um pouco.
— Bom dia, Stella… você vai brincar comigo hoje?
O jeito como ela perguntou, como se esperasse que eu dissesse não, aquilo bateu como um aperto.
Ajoelhei-me para ficar na altura dela e toquei suavemente seu braço.
— Vou sim, pequena. O dia é todo nosso.
Alice sorriu como se eu tivesse dado um presente, e naquele in