Eu não dormi.
A verdade é que nem tentei. Passei a madrugada inteira andando pela casa como um fantasma, cada passo ecoando na madeira polida enquanto minha cabeça martelava a mesma pergunta, repetida até ficar insuportável:
Por que ela não me contou?
Amanheceu e eu estava sentado no sofá da sala, o violão apoiado ao lado, a camisa amarrotada, a barba por fazer e os olhos ardendo. Alice dormia no quarto, exausta depois de um dia longo. Eu devia estar lá, descansando para brincar com ela mais ta