A manhã ainda estava fresca quando cheguei ao hospital. O corredor exalava aquele cheiro de limpeza misturado ao aroma suave de café que vinha da copa dos funcionários. Caminhei até o quarto da minha mãe, preparando mentalmente as palavras que diria, como se fosse possível organizar o coração antes de vê-la.
Abri a porta devagar. Ela estava sentada na poltrona próxima à janela, com um xale nos ombros e o rosto iluminado pela claridade suave do sol. Sorriu assim que me viu, e aquele gesto si