Cheguei exausta do trabalho. A cabeça latejava e o estômago retorcia de enjoo — tudo culpa da bebedeira de ontem.
Abri o portão e, ainda na escada, tirei os sapatos vermelhos. Fui subindo os degraus. A porta estava aberta, um cheirinho de bolo preenchia a cozinha, voando diretamente para minhas narinas.
— Oi, querida — a senhora saudou, toda simpática.
— Então você não é uma alucinação — meio que resmunguei, e entrei de vez em minha casa.
Ela sorriu.
— Fiz bolo de chocolat