48. Morte
— Tempo suficiente. — respondo-o.
— Pare de ouvir atrás das portas, não é a primeira vez que faz isso. — rebate, dando a entender que a errada dessa história sou eu.
— Depende de como isso vai afetar a vida de Mattia Giordano. — retomo o assunto olhando para seus olhos, imóvel, sem fazer nenhum movimento desde o início.
Seu rosto fica tenso, como se esse nome não devesse ser comentado nunca. Só quero que Mattia viva uma vida tranquila, bem, saudável e longa. Sem mim. Respiro profundamente ao recordar nossa juventude.
— Está avisado Stella, não irei repetir novamente. — diz, passando por mim.
Fecho os punhos. Precisava por um fim nessa situação, encerrar essa crueldade e loucura e tentar viver em paz. Eu só quero descansar e poder dormir sem nenhum problema me assombrando em meus sonhos... Nem que para isso eu tome medidas drásticas.
Corro em direção á cozinha, mexendo na gaveta do balcão e encontrando a faca mais afiada que achei. Lucca me observava com os olhos.
— Se te ligare