51. Errado
— Eu te amo, mon'amour.
Ele se aproxima, tentando me beijar, entretanto, viro meu rosto antes que seus lábios tocassem os meus.
— Não é assim que se concerta tudo, não é desse jeito que as coisas funcionam.
— Não? Então me mostra. — ele tenta novamente colocar sua boca na minha, mas antes que isso acontecesse, o empurro.
— Não me beije, não me toque. — falo enquanto me sento na cama e me encolho.
— Não consigo entender o que fiz á você.
— Estar nessa cama com você foi a melhor coisa da minha vida. Eu estava animada, feliz. Mas, depois, quando te ouvi no telefone, foi como se tudo isso tivesse sido um joguinho pra você. Você não passa de um canalha que só brinca com os meus sentimentos, vez após vez. Isso é cansativo, Lucca.
Seu rosto estava tenso, parecia preocupado. Os olhos me passavam sua vulnerabilidade, como se fosse um cachorrinho abandonado. Apesar disso, não vou me comover. Não depois de sua indiferença em todas as situações. Eu quero ser amada sem essas variações de um