A luz fraca da manhã me atingiu em cheio, mesmo com as cortinas fechadas. Um estrondo na porta me fez pular na cama, o coração disparado. Meu celular vibrava insistentemente, um som estridente que se juntava à pancadaria que parecia querer arrombar a madeira.
— Onde eu estou? — pensei, a cabeça ainda embaçada pelo sono. Olhei em volta, confusa. Não era o apartamento da minha mãe. As fotos na parede, as lembranças espalhadas pela cômoda... era a minha bagunça, minhas anotações colad