6. A primeira cavalgada
Clarice
O vento tinha um cheiro diferente ali — uma mistura de terra úmida, capim fresco e algo mais profundo, quase indizível, que se infiltrava em mim sem pedir licença. Cada inspiração parecia desfazer, pouco a pouco, os nós que eu carregava no peito havia tanto tempo. Era como se aquele ar tocasse feridas antigas e, ao mesmo tempo, prometesse cura. Meu coração batia num ritmo estranho, entre o medo e o alívio, entre o desejo de fugir e a vontade silenciosa de ficar. Talvez fosse liberdade…