O despertador tocou com um bipe insistente, mas foi o som da respiração de Joaquim que arrancou Valentina do torpor do sono.
Ele estava de pé no berço, os cabelos espetados como se tivesse lutado com os travesseiros a noite toda, os olhinhos brilhando de vida. Agarrado na grade, cantava uma música inventada, feita de sílabas sem sentido e gestos exagerados que enchiam o quarto de uma energia caótica e deliciosa. A luz do sol se infiltrava tímida pelas frestas da cortina, pintando o cômodo com u