Helena Narrando...
Quando Lorenzo saiu do quarto, não foi apenas a porta que se fechou.
Foi como se algo dentro de mim tivesse sido arrancado à força, deixando um espaço oco, frio, difícil de suportar. Permaneci imóvel por alguns segundos — ou minutos, não saberia dizer — encarando o ponto exato onde ele estava antes de desaparecer pelo corredor. O ar parecia rarefeito, pesado demais para entrar nos meus pulmões sem esforço. Respirei fundo, mas o peso não cedeu.
Havia coisas que não se desfazem