Capítulo 143 — Impossível manter o raciocínio...
Lorenzo Narrando...
Eu tinha tanto a dizer que o excesso virou ruído. As perguntas se atropelavam dentro da minha cabeça como vozes desorganizadas, cada uma querendo prioridade. Queria saber se havia alguém na vida dela agora — alguém que ocupasse o espaço que, por um tempo, foi meu. Queria entender o que ela fez nesses dois anos, quem se tornou quando eu não estava olhando, quando não podia protegê-la, provocá-la, desafiá-la. Queria perguntar, com franqueza, se ainda havia lugar para mim na vida dela.
Mas como manter qualquer raciocínio lógico quando tudo em mim gritava para mandar essas perguntas para a casa do caralhø?
Como ser o homem estratégico, calculista, o CEO acostumado a conduzir negociações bilionárias, se bastava ela estar a menos de um metro de distância para que eu sentisse, com clareza, que Helena jamais foi indiferente a mim — e eu nunca fui indiferente a ela?
Eu via no corpo antes mesmo de ouvir da boca. No jeito como ela respirava quando eu me aproximava. No leve a