Samuel
Meu punho acerta a textura rígida do saco de areia com força. Uma vez e de novo. Faço desse movimento um mantra, para não me perder no desespero como fiz a pouco mais de meio dia atrás.
Olhar para aquela sala vazia e subir os níveis daquele subsolo no meio de uma cidade deserta na Europa foi como levar um soco na boca do estômago.
Eu a perdi, perdi seu rastro, perdi a porra da minha mulher e filho.
Meu último soco faz uma dor subir pelo pulso, tamanha a força que eu usei para o golpe.