Sarah
O raspar em minha garganta é dolorido, a sede competindo ferozmente com a fome que me assola o estômago. Faz pouco mais de duas horas que um homem me trancou nesse quarto, as paredes com um papel de parede antigo descascando, a única luminária que funciona piscando furiosamente, sem nenhuma janela para me guiar em que horas é.
Toda vez que giro meu olhar pelo cômodo, um estremecimento me percorre e já nem sei mais se é pela fome ou pelo medo.
Nessa altura eu já sei que deu algo errado. Po