Sarah
Dois anos e seis meses depois...
Minha visão embasbacada encara o homem nu ao meu lado. Samuel se vira, o rosto perdido naquela expressão serena de quem está em um sono tranquilo, os lábios cheios um pouco separados, uma respiração constante.
Lindo.
Ele envolve o braço pesado em minha cintura, a mão subindo em direção ao meu seio e eu o olho segurando o riso.
— Não vai fingir que ainda dorme, vai? — provoco, sabendo que ele está entre o sono e entre a realidade.
— Não sei... se eu o fiz