Edward
O elevador abre com um ding suave, quase tímido, e eu saio devagar, como se cada passo pudesse me levar de volta para o fundo do poço que eu mesmo cavei anos atrás. Minha mão está suada, escorregadia no bolso da calça do terno cinza-escuro que escolhi com tanto cuidado, camisa branca e sem gravata, porque achei que pareceria menos forçado. Mas nada aqui parece natural. O frio na barriga é tão forte que sinto como se tivesse engolido gelo. O salão do jantar de ensaio está logo ali, com a