— Eu tô falando sério — insistiu Letícia, abaixando a voz como se o corredor inteiro pudesse ouvir. — Essa Kayla… ela não é normal.
Eduarda parou de andar, virando-se com um sorriso debochado.
— Normal tipo o quê? Rica demais? Inteligente demais? Letícia, isso existe.
— Não — rebateu Letícia, firme. — É outra coisa. Um negócio… errado.
Thábata cruzou os braços, pensativa.
— Errado como?
Letícia respirou fundo.
— Como se ela estivesse… fingindo ser humana.
As duas explodiram em gargalhadas.
— Meu Deus, Letícia! — Eduarda levou a mão ao peito, teatral. — Agora pronto, temos uma extraterrestre infiltrada na aula de gestão empresarial!
— Ou uma vampira! — completou Thábata, rindo.
Camila caminhava em silêncio, mas por dentro… algo se movia.
A loba rosnou, preguiçosa, satisfeita.
— Não é exagero… mas deixe que acreditem que seja.
Camila então falou, sem alterar o tom, como quem comenta sobre o clima:
— Ela é uma lycan de um mundo muito perigoso.
Silêncio.
Por meio segundo, ninguém reagiu.