149. UMA CONVITE TENTADOR
Pude sentir em seu tom uma mistura de frustração e ciúmes. Uma parte de mim se sentiu culpada, mas outra, a que estava cansada de suas exigências e jogos emocionais, simplesmente se recusa a continuar a jogar o seu jogo. Conversarei muito seriamente com ele; se de verdade ele tem me usado, terminarei com ele.
—Não, Andy. Eu te deixei claro, e não estou brava com você, só organizei meu horário. Você não pode depender de mim —lhe digo desta vez muito séria. —Preciso me concentrar na minha tese para me formar.
—Eu te disse que te ajudaria. E ajudarei, Lili, te ajudarei a pesquisar os malditos esporos —diz com desprezo. —Vou te acompanhar à biblioteca, escolha a mim como seu tutor, quem melhor do que eu, amor?
Me recostei contra o assento do táxi, fechando os olhos por um momento enquanto lutava com a sensação de asfixia que ultimamente minha relação com Andy me trazia. Tudo parecia um ciclo vicioso do qual não conseguia sair.
—Não é necessário, concentre-se no seu —disse seca